quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Animais magicos xamanismo

Animais Mágicos Certos animais foram associados à Deusa e ao Deus por centenas de anos Muitos desses animais recorrem em diversas culturas que não mantiveram contatos entre si. Antigos líderes espirituais sabiam como se comunicar com o inconsciente coletivo, que é o depósito de todo o conhecimento, e como ouvir as vozes das deidades que lá falavam. Usar esses animais hoje, na meditação, em rituais ( não significa sacrifica-los já que a wicca é contra isso, apenas deixa-los observarem o rito) ou encantamentos, intensificará seu contato com as forças arquetípicas dos Deuses! Isso não significa que os outros animais também são importantes, eles são sim, aliás todos são importantes e todos vem da deusa e do deus! Boi Na Grécia e em Roma, esse era considerado um animal lunar. Cães de Caça Matilhas de cães, como Alani de Diana, representavam as energias perigosas da Lua. Hécate sempre vagava pela noite com uma matilha de cães negros. Cão Cães vêm há muito tempo sendo associados a deidades lunares, especialmente deusas da Lua Crescente. Entre os nórdicos havia a história de Managarmr (cão lunar), o mais poderoso de todos os caninos sobrenaturais. Cobra Um símbolo da deusa, é o mesmo que espiral quando enrolada. por vezes cada volta da espiral marca um dia no calendário lunar. linhas em ziguezague representam cobras. Serpentes eram associadas à Lua Nova por serem considera - das relacionadas ao submundo. Algumas Deusas da lua nova eram retratadas como tendo cabelos de serpentes. Há gravuras mostrando Cibele oferecendo uma taça a uma cobra. Na mitologia mexicana, existem lendas da mulher serpente ( Lua) que é devorada pelo Sol, numa descrição de um eclipse ou das fases da lua. Coruja A coruja caçadora noturna, com seus grandes olhos, há muito é associada à Lua. Para os egípcios a coruja era um símbolo de morte, noite e frio. Para os gregos, entretanto, era um símbolo de sabedoria e da deusa Athena. seus olhos vidrados a ligavam às deusas dos olhos, Lilith, Minerva, Blodeuwedd, Anat e Mari, entre outras. A coruja sempre foi associa - da à lua, à sabedoria, aos mistérios sagrados lunares e às iniciações. DragãoApesar de inicialmente ligado a eclipses lunares e solares, os dragões estão associados à Lua. essa noção de dragões e eclipses era comum na china, no norte da Ásia, na Finlândia, na Lituânia, no norte da África, na Pérsia. As lendas dizem que os dragões geralmente voam à luz do luar. Gato A palavra para gato em egípcio era Mau. Especialmente para os egípcios, essa era uma criatura lunar. eram sagrados a deusas como Ísis, Bast, Ártemis, Diana, Freya. Quando Diana passou a ser conhecida como Rainha das Bruxas durante a Idade Média, o gato passou a ser associados à bruxaria, ou ao culto da deusa. Lebre ou Coelho Muitas culturas ao redor do mundo, incluindo o Tibet, a China, África, Ceilão e algumas tribos nativas americanas, diziam que a lebre vivia na Lua com as deidades lunares. Especialmente associada as deusas lunares. Lobo Muitos deuses e deusas, ligados à Lua, tinham também como símbolo o lobo. O lobo uiva para a Lua, assim como os cães; eles caçam e brincam ao luar. As sacerdotisas da Lua de muitas culturas eram adeptas de viagens astrais e transmutações, talentos normalmente praticados à noite. Também celebravam rituais, dançando e cantando a céu aberto, sob a Lua. Um festival romano, a Lupercália, honrava a deusa - loba Lupa ou Ferônia. Os nórdicos acreditavam que o lobo gigante Hati perseguia a lua e nos dias finais comeria esse corpo celeste. Morcego Criatura constantemente associada à Lua e à escuridão. Na China, sorte e felicidade; na Europa, criatura companheira da deusa Hel. Os cristãos tornaram - no mau e demoníaco numa tentativa de desassociar as pessoas da deusa. Peixe Em algumas culturas, a Lua era simbolizada por um peixe em vez de uma cobra. Algumas deusas lunares possuíam caudas de peixes, semelhante a sereias. Porca A porca branca tem sido associada a deidades lunares desde as terras celtas até o Mediterrâneo. Ligada a Astare, Cerridwen, Deméter, Freya, a Marici Budista. Rã Algumas culturas viam uma rã, em vez de lebre, na lua. Em algumas partes da Ásia, da África e da América do Norte, a rã era um símbolo da Lua e da fertilidade. Sapo Símbolo lunar muito comum; por vezes chamado de rã. No Egito, Hekat, a deusa-sapo, estava ligada aos nascimentos. Touro Inicialmente esse era um símbolo lunar da Grande Mãe, com os chifres representando a Lua Crescente. Posteriormente, quando passou a representar deuses solares, ainda estava constantemente ligado a uma deusa lunar como Cibele e Attis. Vaca Símbolo feminino tanto da Terra como da Lua. Deusas egípcias conectadas tanto à Lua com à vaca eram Ísis, Hathor e Neith, entre outras. O Animal Totém O seu Animal Totem é aquele que, queira ou não, estará sempre presente, a seu lado. Fazendo com que você reaja à determinadas situações. Na maioria das vezes, a linguagem do povo é sábia, existem determinadas afirmações como: Tal pessoa tem olhos de Lince, aquela pessoa reage tal qual uma Cobra, aquele é esperto como uma Raposa, e por ai vai.. Mas o que será que isso quer dizer? Não seria a crença inconsciente de que temos um animal totem que nos guia? Utilizar um animal não é escravizá-lo, como alguns autores de livros dão a entender. Transformar-se nesse animal é para que algumas coisas sejam facilitadas, o que você não poderia fazer usando o seu próprio corpo. A técnica utilizada de animais em projeção, é muito usada pelos Índios, sendo os Xamãs aqueles que a dominam. Como é uma técnica que depende em primeiro lugar da sensibilidade, não é ensinada de uma maneira comum. É necessário que você sensibilize dentro de você o animal, para que possa utilizá-lo. É muito importante que você vivencie o reino em que o Mundo Animal vive, ou seja, o Reino da Natureza. É também muito importante, que você tenha dentro de si, o compromisso com a Grande Mãe, que saiba escutar o vento, que sinta o cheiro da chuva dias antes dela chegar, que conheça o céu que a abriga e principalmente, que se sinta inteiramente integrada aos Reinos Vegetal, Animal e Vegetal. Isso é, em harmonia com os animais, as plantas e as pedras. Somente depois de uma vivência plena com a Grande Mãe, é, que você verá que não precisa chamar por um determinado animal, ele por si virá até você, para ajudá-la. A seguir na tabela abaixo, você terá o horóscopo dos Índios Norte-Americanos. Como ele foi idealizado por um povo do Hemisfério Norte, foi feita a adaptação para o Hemisfério Sul seguindo a mesma lógica dos Índios Norte-Americanos, que é a dos ventos e das estações. Este horóscopo é um dos primeiros passos de entrada no Mundo da Grande Mãe, pois nele, você não se verá como o espécime humano "todo poderoso", mas como uma partícula integrada à outros reinos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O PENTAGRAMA MÁGICO




PENTAGRAMA, O SÍMBOLO MÁGICO...
Das Antigas Tradições até os Dias Atuais
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Por Zoriander de Zolthar

1- Introdução ----

Desde os Primórdios da Humanidade, o Ser Humano sempre se sentiu envolto por Forças Superiores e Trocas Energéticas, que nem sempre soube identificar. Sujeito à perigos e riscos, teve a necessidade de Captar Forças Benéficas para se proteger de seus inimigos e das Vibrações Maléficas da Natureza ou dos Mundos Sutis.
Foi ,então,fabricar e produzir Imagens e Objetos Sagrados, e criou Símbolos Hieráticos para poder entrar em sintonia com as Energias Superiores e as Forças Divinas de Proteção.
Dentre estes inúmeros Símbolos criados pelo homem, se destaca o Pentagrama, que evoca uma Simbologia múltipla, sempre fundamentada no Número 5, que exprime a União dos desiguais. As cinco pontas do Pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o Principio Masculino, e o 2, que corresponde ao Princípio Feminino. Ele simboliza, então, o Andrógino ou a Força Não-dual da Natureza.
O Pentagrama sempre esteve associado com o Mistério e a Magia. Ele é a forma mais simples de Estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço Infinito". A Potência e as Associações do Pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje Ele é um Símbolo Onipresente entre os Neo-pagãos, principalmente entre os Wiccans e os Witchcrafter's,com muita profundidade mágica e grande significado simbólico.

2- ORIGENS, RITOS E CRENÇAS --- Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do Pentagrama aparecia em Inscrições reais e simbolizava o Poder Imperial dos Lu-Gal e dos Sarrukin,que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o Símbolo foi designado como a Verdade e associado com os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés).
Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama. Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco "As".
Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande Místico e Iniciado nos Grandes Mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, provávelmente,trouxe suas Idéias sobre o Pentagrama do Egito, da Caldéia e das Terras ao redor da Índia.
A geometria do Pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos Pitagóricos, que o consideravam um Emblema de Perfeição. A geometria do Pentagrama ficou conhecida como " A Proporção Dourada", que ao longo da Arte Pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns Templos. Para os Gnósticos, o Pentagrama era a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à Magia e aos Mistérios do Céu Noturno.
Para os Druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os Celtas Pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à Deusa Morrighan.
Os primeiros Cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão . Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao Pentagrama; pelo contrário, era a representação da Verdade implícita, do Misticismo religioso e do Trabalho do Criador.
O Imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o Pentagrama junto com o símbolo de Chi-Rho (uma forma simbólica da cruz), como seu Selo e Amuleto. Tanto na celebração anual da Epifania, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o Pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso Neo-pagão do Pentagrama.
Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da Verdade e da Proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas.
Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um Pentagrama Natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Há grande evidência da criação de outros Alinhamentos Geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área. Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os Arquitetos e Pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do Pentagrama e a "Proporção Dourada", incorporando aquele misticismo aos seus projetos.
Entretanto, a Ordem dos Templários foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303.
Se iniciaram os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa. Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo Diabolismo ao qual buscou se opor. O Pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um Bode ou o Diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar.
Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na Farmacopéia dos Curandeiros, dos Sábios e das Bruxas Camponesas. Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção da Inquisição, dos hereges cristãos, para as Bruxas Pagãs e para os Sábios Curandeiros das Aldeias, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos.
Durante a Perseguição das Bruxas,o Deus cornudo da Fertilidade Animal, Pan-Kernunnos-Faunus, chegou a ser comparado com o Diabo e o Pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa".
As velhas Religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram Escondidas em Sociedades Secretas, durante séculos,que preservaram as Antigas Tradições da Witchcraft -Gwyddoncrefft até os Dias Atuais.



3- DO RENASCIMENTO ATÉ HOJE --- As Sociedades Secretas de Artesãos e Filósofos Eruditos, que durante a Inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus Estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, Ciência ligada ao Ggnosticismo surgida no Egito, atribuída ao Deus Thot-Hermes ou Mercúrius Termáximus, e formada principalmente pela Associação de Elementos Doutrinários Orientais e Neoplatônicos.
Cristalizou-se, então, um Ensinamento Secreto em que se misturavam Filosofia e Alquimia, Ciência Oculta da "Arte de transmutar metais em ouro". O Simbolismo Gráfico e Geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma Era de Luz e Desenvolvimento. Um novo conceito de Mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o Pentagrama (representação do número cinco), significava agora o Microcosmos, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual.
A mesma representação simbolizava o Macrocosmo, o Homem Universal - dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de Ordem e de Perfeição, da Verdade Divina. Portanto, "o que está em cima é como o que está embaixo", como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas Filosofias Orientais.
O Pentagrama Pitagórico já não aparece apenas como um Símbolo de Conhecimento, mas também como um meio de Conjurar e adquirir o Poder Mágico.
Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos Magos Medievais para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc.
No calendário de Tycho Brahe "Naturale Magicum Perpetuum" (1582), novamente aparece a figura do Pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos 5 Elementos.
Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os Cinco Planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as Relações Geométricas do Homem com o Universo.
Mais tarde, o Pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e conseqüentemente da Pura Essência concentrada do Espírito irradiando-se para os 4 Elementos tradicionais: Terra, Água, Ar e Fogo - o Espírito representado pela Quinta-essência ( a Energia Nwyr dos Druidas ou a "Quinta Essentia" dos Alquimistas).
Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a Estrela de Cinco pontas). O Símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do Mestre da Loja.
As propriedades e estruturas geométricas do "Laço Infinito" foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso - o emblema maçônico da virtude e do dever.
Nenhuma ilustração conhecida associando o Pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o Pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do Bode de Baphomet ( figura panteísta e mágica do Absoluto).
Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do Pentagrama, foi Associada pelos Teólogos Vaticanistas com o conceito do mal.
Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um Misticismo novo que muito deve à Cabala, Tradição Antiga do Judaísmo e dos Povos Semitas Arameus, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem.
Não é tanto uma Religião mas, sim, um Sistema Filosófico fundamentado num Simbolismo Numérico e Alfabético, relacionando palavras e conceitos. Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas Lojas de Tradição Hermética no Ocidente: a Ordem Templi Orientalis (OTO), a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Golden Dawn), a Sociedade Teosófica, e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e Tradições da Maçonaria.
Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala. Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton - ou seja, o Pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do Espírito sobre os Elementos, e é por este Signo que se invocavam, em rituais mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da água e os gnomos da terra("Dogma e Ritual da Alta Magia" de Eliphas Levi).
A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala.
Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o Pentagrama Vertical, como um símbolo usado em Rituais Pagãos. Era também o Pentagrama desenhado nos Altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da Deusa mais os dois aspectos do Deus Cornífero, nascendo, então, a nova religião da Wicca Moderna.
Por volta de 1960, o Pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em Bruxaria Tradicional(BT)e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente.
Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do Culto Satânico - "A Igreja de Satanás" - por Anton La Vay,na década de 60,nos EUA.
Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o Pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o Símbolo Sagrado do Pentagrama, invertido ou não, em símbolo do Diabo.
A configuração da Estrela de Cinco Pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o Pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos Neo- pagãos, a conceitos de Magia Branca ou Magia Negra.
Esse fato ocasionou a formação de um forte Código de Ética na Wicca Moderna - que trazia como preceito básico: "Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste."
Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do Pentagrama pela Religião Wicca, das utilizações feitas pelo Satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse Bruxaria e o símbolo do Pentagrama, alguns Wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste Símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais.

Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do Pentagrama, ele se tornou firmemente dentro do Inconsciente Coletivo e da Mitologia Popular um Símbolo indicador de Proteção, Ocultismo e Perfeição.
Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da História e se mantêm com toda a sua Onipresença Arquétipica, Significado e Simbolismo,como um dos Signos principais da Bruxaria Tradicional e da Magia Arcana até os dias de hoje.

A TRADIÇÃO MÁGICA EGÍPCIA


A Tradição Egípcia - Introdução ao Paganismo Khemético por Zoriander de Zolthar

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Este é um Texto sobre o Paganismo Khemético(de KHEMET= "a Terra Negra",nome nativo do Egito Antigo),que busca restaurar o Culto,a Metafísica,a Cosmogonia e a Adoração dos Deuses Egípcios Ancestrais.


O Paganismo Khemético é chamado também de Netjerismo,palavra baseada em NETJER, denominação dada para os Deuses Kheméticos Antigos.


Parte 1 - Único povo do mundo antigo a erigir uma Religião nacional em torno da doutrina da Imortalidade da Alma, os Egípcios foram também os primeiros a pregar um Monoteísmo Universal, a Providência Divina, e as Recompensas e punições depois da Morte. Fonte de normas de moralidade pessoal e social, influencia até hoje o comportamento de várias Nações.


A Religião dos Antigos Egípcios evoluiu, gradativamente, de um simples Politeísmo para um Monoteísmo filosófico. No início, cada localidade possuia seus próprios Deuses e representações das Forças da Naturez,chamadas de NETJER ou "Princípios Divinos".


Com a unificação do Baixo e do Alto Egito, no Antigo Império - aproximadamente em 3.000 a.C. -, houve uma fusão de Divindades. Todas as Divindades protetoras foram consubstanciadas em Rá, o Deus-Sol. Mais adiante, com a ascenção de uma Dinastia Tebana ao poder (início do Médio Império, por volta de 2.000 a.C.), passou-se a chamar Amon ou Amon-Rá, nome do deus principal de Tebas.RÁ, o Sol, é a principal Divindade Solar Egípcia.


Para alguns, Rá nasceu de uma flor de lótus que, ao amanhecer, abre-se para libertar o Sol e, ao anoitecer, fecha-se protegendo o Astro. Para outros, Rá surgiu nos céus na forma de Bennou, a Ave Fênix do Sol,que morre e renasce cíclicamente durante as Criações dos Sistemas Estelares. Outra lenda diz que o Sol é o pai dos deuses e de todas as criaturas vivas.


As Divindades Elementais, isto é, os deuses que representavam os poderes da Natureza, fundiram-se em Osíris. Durante toda a história do Egito, Rá e Osíris rivalizariam entre si pela Supremacia. Isto, de um ponto de vista Político-cultural, pois, na verdade, os dois representavam faces diferentes de um mesmo Princípio.


Já a partir da V Dinastia (entre 2.563 e 2.423 a.C.), os Faraós passaram a se chamar Filhos de Rá. O governo era uma Teocracia e o absolutismo do Rei era exercido em nome do Deus Supremo.


De acordo com suas crenças, era o Deus, como personificação da justiça e da ordem social, que de fato governava - o Monarca era seu agente, seu mensageiro. Como “filho de Rá”, o Rei era considerado divino. Não se podia sequer mencioná-lo pelo nome, referiam-se a ele como Faraó - do egípcio Per-o, que significa “A Casa Grande” ou “Casa Real”.


Não podia casar-se com qualquer pessoa que não fosse sua parente próxima e a Divindade não o excluia de árduos serviços em prol do bem público. Durante o Antigo Império, o culto de Rá servia como Religião oficial e sua função principal era dar Imortalidade ao Estado e ao Povo. O Faraó mantinha na terra a lei do Deus. Acreditava-se que a mumificação do corpo do Faraó e sua conservação em um túmulo eterno contribuiria simbólicamente,para a Existência Eterna da Nação. HÁTOR é originalmente, a Deusa dos Céus.


É a Grande Sacerdotisa do panteão egípcio, Deusa da Música e da Dança, protetora dos Prazeres e do Amor. É geralmente representada com uma Coroa composta de dois chifres (da vaca sagrada, animal que a representa) com o Disco Solar no meio. Os Faraós eram iniciados mas, não necessariamente, evoluídos os bastante para terem atingido o Adeptado Superior dos Mistérios Sacerdotais. Havia no Egito três Centros de Mistérios: Ábidos, Hermópolis e Heliópolis. Três Santuários nos quais se concentrou o saber dos Sacerdotes Egípcios,dos Videntes e dos Magos-feiticeiros Ancestrais. Aos profanos jamais era admitida a entrada em seu recinto sagrado, pois tais Santuários, em época pré-histórica, preservavam as Memórias Ancestrais da Etnia Khemética e das origens históricas do Egito.


Parece ter sido em Ábidos, constituído po sete capelas consagradas e arcada constelada de estrelas, onde foi enterrado o próprio Osíris, o homem-Deus. Osíris teria sido o Homem-Sábio que introduziu a Civilização no Egito, tirando o povo da barbárie. Os Sacerdotes de Osíris tinham como incubência preservar o Osirianismo e seus mistérios a qualquer preço.


O que se vê, durante toda a História, como a volta aos Mitos de nossas origens e a busca de maior contato com os poderes da Natureza, é a perpetuação desse compromisso. Ábidos foi o primeiro Santuário do culto de Osíris, a primeira grande Loja para os ritos secretos dessa Religião, para os Mistérios Ancestrais que originariam mais tarde a Franco-Maçonaria primitiva. Os Mistérios do segundo centro, Hermópolis, estabelece a aproximação da Revelação na Tradição Egípcia (simbolizada por Tot-Hermes) com a Tradição Mediterrânea do Deus Hermes(Grego)e Artumes (Etrusco).


Como se sabe, o termo Hermético (de Hermes) passou a significar tudo o que é referido às Ciências Tradicionais, aos Mistérios Iniciáticos do Paganismo Antigo.THOT é o Senhor das Palavras, criador da fala e inventor da escrita. Mais tarde tornou-se o Deus do Tempo e das Medidas. Teve importante papel no mito de Osíris, pois foi o advogado do deus assassinado e de seu filho Hórus.


A divulgação - para quem fosse digno disso - dos Mistérios acumulados em Hermópolis foi a função da Irmandade de Heliópolis,uma Sociedade Secreta que fundiu-se com o Culto de Hermes na Grécia e deu origem à Alquimia Medieval.


A importância de Heliópolis é atestada até pelo cristianismo; no Novo Testamento, diz-se que seria em Heliópolis que a Sagrada Família teria repousado por ocasião da fuga para o Egito. Em grego, Heliópolis significa “a cidade do Sol”. denominação que substituiu o antigo nome Egípcio que tinha o mesmo significado. Na Iniciação de base solar, destaca-se essa Comunidade Espiritual - a Irmandade de Heliópolis - que guiava os Sacerdotes Egípcios, como deveria guiar mais tarde os Druidas Gauleses e os Gnósticos Alexandrinos e todos que, no decorrer da História, tiveram em suas mãos a chave dos Grandes Mistérios.OSÍRIS é o mais importante Deus da mitologia egípcia. Rei dos deuses, foi quem introduziu a Civilização no Egito. Governava ao lado de sua esposa-irmã ISIS, mas era invejado por seu irmão Set que o assassinou e cortou seu corpo em 14 pedaços. ISIS conseguiu juntá-los e dar nova vida ao deus.


Com a descoberta e profanação de pirâmides e tumbas, a curiosidade em torno da cultura e, sobretudo, da religião egípcia, das múmias, promovida pelos meios de comunicação, muito se especulou e divulgou-se fatos fantasiosos e distorcidos que não eram reais. Estamos muito longe de partilhar dos Antigos Mistérios no que depender de estudos arqueológicos.


Sobre os túmulos, um iniciado da Irmandade de Heliópolis relatou, em 1947, ao escritor Paul Brunton:“Os túmulos dos grandes Adeptos são muito bem guardados, para que nunca sejam vasculhados por ‘escavadores’; não são túmulos de mortos, mas de vivos. Não contém múmias, mas sim os Corpos dos Adeptos em um estado específico, que apenas o termo ‘transe’ pode aproximadamente descrever. Já foi constatada, na Índia, a existência de Faquires que se deixam enterrar por um período variável, durante o qual seus corpos ficam em transe.


O funcionamento de suas vias respiratórias é inteiramente suspenso enquanto permanecem sepultados. Até certo ponto, o estado dos Adeptos Egípcios é análogo, mas seu Conhecimento vai muito mais adiante, já que mantiveram seus corpos vivendo, ainda que em transe, por milhares de anos (...).


"MAAT é a Deusa da Verdade, da Justiça e da Harmonia-Ordem do Universo e da realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direço até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Duat,o Reino Extra-físico dos Mortos.. "


As idéias dos egípcios sobre o Pós-morte atingiram seu completo desenvolvimento no período final do Médio Império. Primeiramente acreditava-se que o morto continuava sua vida na tumba; com o Amadurecimento Teológico, foi adotada a concepção do julgamento diante de Osíris, que compreendia três estágios:


1) exigia-se que o morto se declarasse inocente de quarenta e dois pecados, dentre os quais o Homicídio, o Furto, a Mentira, a Cobiça, a Ira, o Adultério, a Blasfêmia, o Orgulho e a Desonestidade em transações comerciais;


2) afirmar suas virtudes, confessar que satisfez a vontade dos deuses, que ajudara os necessitados, etc e


3) o coração do réu era posto na balança em face de uma pena (Maat), símbolo da verdade, para se determinar a exatidão do que afirmara. ANÚBIS, o Deus com cabeça de chacal, é o mediador entre o céu e a terra. Temido pela sua falta de emoção e pela severidade de seu juízo, ninguém escapa às suas sentenças. É também o guardião de ISIS.

Com o estabelecimento do Novo Império (a partir de 1.580 a.C.), a Religião sofre sérias adulterações. Os Sacerdotes se tornaram muito poderosos e exploravam o terror das massas em proveito próprio. Isto levou a uma grande Reforma Religiosa liderada por Amenotep IV, que começou a reinar por volta de 1375 a.C. Ele abandona o Culto de Amon e valoriza o Culto de Aton (antiga denominação do Sol físico). Muda seu nome de Amenotep (“Amon repousa”) para Akhenaton (“Aton está satisfeito”). Estabelece o monoteísmo e constrói Templos Solares, a céu aberto, em Tell al Amarna (então a capital) e Karnak. Em resumo, assim se desenvolveram os Conceitos Religiosos do Egito Antigo e que serviram de base para as posteriores Civilizações dos Gregos e Romanos.Tanto o Panteão Grego como o Romano foram intensamente influenciados pelas Idéias do Paganismo Khemético primitivo.


No próximo Artigo:A Metafísica Khemética sobre os Mundos Sutis.

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Autor do texto: Zoriander de Zolthar
Sejam Bem vindos à nossa Fraternidade !

A Fraternidade Rosa Dourada é um GrupoVirtual de Esoteristas que estudam as Várias Crenças e Filosofias Espirituais da Antiguidade.Buscamos antes de tudo debater Problemasligados à Espiritualidade,Saúde,CulturaOcultista e Auto-conhecimento.Em nosso Grupo,abordamos qualquer tipode Assunto Esotérico ou Místico,sem nenhum Preconceito ou Censura,de formasimples,eficiente e sistemática.Convidamos todos os que gostam e apre-ciam a Temática Esotérica para participarem de nossos Debates e Bate-papos.
Os seguintes Temas podem ser abordados livremente em nossa Lista:

1- História das Religiões;
2- Magia;
3- Bruxaria;
4- Maçonaria e Rosa-crucianismo;
5- Thelema;
6- Xamanismo;
7- Viagens Astrais;
8- Espiritismo;
9- Ufologia;
10- Temas Holísticos em Geral.
Esperamos Contribuir com a Sociedade Atual com a Intenção de Apresentar as Antigas Culturas das Sociedades Iluminadas do Passado,que é a Raiz da Cultura que conhecemos hoje em dia.

Os Povos que seguiam a Cultura Tradicional possuíam um SignificadoSuperior da Vida e buscavam um Encontro Interior com a Divindade,ao mesmo tempoque Harmonizavam-se com a sua Vida Ma-terial durante suas Existências Terre-nas.Sejam bem vindos !!!

NARA MALLMANN*****************************Escritora e Coordenadora da Fraternidade

SIDIMAR SILVA*******************************Xamã Guepardo --- Pesquisador de Xamanismo Indígena e Afrobrasileiro.

Profº LEONARDO DE ALBUQUERQUE*************************************
Mestre de Bruxaria Tradicional e Pesquisador de Ocultismo
A Fraternidade da Rosa Dourada é uma Associação Holística voltada para a Cura Espiritual e o ensino dos antigos mistérios iniciáticos do Egito,Africa,Suméria,Índia e China.